Paraná é líder em oferta de vagas em portal do Ministério do Trabalho



O Paraná lidera, nestes cinco primeiros meses do ano, a oferta de empregos do Portal Mais Emprego, do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE). O Estado disponibilizou nesse período 43.525 postos de trabalho, oito mil a mais que São Paulo, a maior potência econômica do País.

A liderança paranaense no principal ranking oficial de vagas se deve a dois fatores principais: às políticas públicas do governo do Estado para a criação e consolidação de novos postos de trabalho, mesmo diante das dificuldades da economia em nível nacional, e à estrutura montada nas agências do Trabalhador. São as agências as responsáveis pela intermediação de mão de obra, cujas estatísticas alimentam as informações do Portal do Emprego.

Políticas Públicas - Informações do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Cegad), do Ministério do Trabalho e Emprego, sinalizam o êxito das políticas públicas do governo paranaense que resultam em novas vagas.

Logo em janeiro, o Paraná já figurava entre os quatro únicos estados que haviam registrado aumento na criação de empregos com carteira assinada. O saldo, positivo, era então de 6.713 novos postos de trabalho – 79% no interior. Ao mesmo tempo, em sentido inverso, o Brasil havia registrado o fechamento de 81.774 vagas.

Gestão Municipalista - “No Paraná, o governo estadual promove, há quatro anos, uma gestão municipalista, que contribui para estruturar as cidades, baseada no diálogo com as prefeituras e o setor produtivo de todo o Estado”, analisa a secretária do Trabalho e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa. O resultado é o estímulo à retomada do desenvolvimento, principalmente no interior, com a positiva resposta do empresariado. “A geração de emprego e renda, espelhada no Portal do Emprego, sinaliza também a melhora na qualidade de vida dos paranaenses.”

Projetos Produtivos - Segundo o economista Francisco José Gouveia de Castro, chefe do Serviço Estadual de Estatística do Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes), os indicadores do Portal do Emprego derivam da recuperação do setor agropecuário, “em especial a maior produção de soja e a vitalidade interiorizada do mercado de trabalho”.

Ele assinala ainda a importância “da maturação de projetos produtivos privados, nacionais e multinacionais, atraídos pelo Programa Paraná Competitivo, em sua grande parte no interior”.

Agências do Trabalhador em 220 Municípios
O Paraná, por meio da Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social (SEDS), em parceria com o MTE e prefeituras, oferece a trabalhadores e empresas agências do Trabalhador em 220 municípios, fora a de Curitiba. Há ainda agências municipais nas dez ruas da Cidadania de Curitiba, em Londrina, Maringá e Ponta Grossa.

A maior Agência do Trabalhador do Paraná é a da capital, que atende 1,5 mil trabalhadores por dia e agora convive com uma nova realidade: os migrantes voluntários e os refugiados. Está localizada na rua Pedro Ivo, 750, no Centro. Ali se oferecem serviços de intermediação de mão de obra, seguro-desemprego, captação de vagas, atendimento a deficientes, migrantes e trabalhadores com curso universitário (mesmo incompleto). Só no setor de deficientes atendem-se, em média, 30 trabalhadores por dia. No momento, há ali 250 ofertas de trabalho.

No setor de estrangeiros, de acordo com o gerente da Agência, Rafael Santos, são atendidos 50 trabalhadores por dia – em média, 48 haitianos, que se podem chamar refugiados econômicos. Mas há ainda, embora em menor número, refugiados de guerra: sírios e até colombianos que escaparam da guerrilha das Farc (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia). Para ser atendido ali, é preciso ter visto e carteira de trabalho. A Agência, obviamente, não recebe clandestinos.

Convocação - Em outra área da Agência do Trabalhador de Curitiba, o clima é de grande expectativa para a semana que entra. Ali existem cinco salas chamadas “de convocação”, agendadas por empresas para entrevistar candidatos. Uma delas está sendo reservada por uma empresa de porte nacional, do setor de alimentação, que vai oferecer nada menos que 700 vagas de vários níveis. “Vai ser uma correria”, diz o gerente Rafael Santos. “Um sufoco bem-vindo por todos.”

Fonte: Secretaria do Trabalho e Desenvolvimento Social






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