Secretaria da Saúde pede mobilização da população no combate à dengue


  

Uma reunião realizada na noite da última segunda-feira (9) pela Secretaria de Saúde com autoridades e lideranças municipais pediu a mobilização de toda a comunidade no combate ao mosquito transmissor da dengue a fim de evitar uma nova epidemia da doença no município.

Nenhuma cidade brasileira terá estrutura para suportar uma epidemia de dengue hemorrágica”, salientou Sari Omar durante a reunião.
Nenhuma cidade brasileira terá estrutura para suportar uma epidemia de dengue hemorrágica”, salientou Sari Omar durante a reunião.

A reunião foi presidida pelos diretores da Saúde, Sari Omar e Gislaine Herédia, pelo chefe da Vigilância Sanitária (Visa), Fábio Tranin e pela coordenadora da Vigilância Epidemiológica, Edna Arrotéia da Silva, que divulgaram os números do último Lira (Levantamento de Índice Rápido (LIRA), realizado na última semana de outubro, que apontou um índice de infestação do mosquito de 3,7% no município. Número muito superior ao do penúltimo Lira, realizado em agosto deste ano, quando a infestação era menor que 1%. Segundo a OMS, Organização Mundial de Saúde, um município encontra-se em situação de alto risco quando o índice é superior a 1%.

“A previsão para este ano é ruim”, destacou Gislaine, se referindo a opinião de especialistas durante um congresso de infectologia que participou nos últimos dias. Segundo ela, atualmente, três sorotipos do mosquito estão circulando no Paraná, o que aumenta as chances de maior incidência da dengue hemorrágica. “Pode chegar 50 pessoas com dengue em Paranavaí. Se não houver mosquitos, a doença não será transmitida. Mas com um índice de infestação de 3,7% no município, muita chuva e calor, e com os três sorotipos circulando no estado a situação é preocupante”, salientou Gislaine.

“Nenhuma cidade brasileira terá estrutura para suportar uma epidemia de dengue hemorrágica”, analisou Sari Omar. “Temos as armas em nossas mãos e devemos usá-las. A população precisa se mobilizar contra a dengue. Além disso, a Visa vai fazer uso de todo o poder de polícia que tem e não seremos complacentes com ninguém. Estamos buscando, ainda, a aprovação da lei municipal que vai nos dar mais autonomia e poder de multa”, completou o médico.

O secretário da Saúde, José Paranhos de Mesquita, representando o prefeito Rogério Lorenzetti, e o chefe da Visa, Fábio Tranin, falaram da necessidade do engajamento de toda a comunidade e lideranças na guerra contra o mosquito. Fábio também explicou como é realizado o trabalho dos agentes da Visa, os números do último levantamento que apontou os bairros (jardim Ouro Branco, São Jorge e centro) com maior infestação da larva e a dificuldade que os agentes continuam tendo para entrar nas residências.

Representando o Comitê de Combate a Dengue, João de Tarso e Ruy Pedruzi pediram um maior engajamento dos poderes executivo e judiciário em ações que possam evitar uma epidemia e na aprovação de uma lei municipal que facilite este trabalho. “A promotoria tem que passar a estar envolvida e tem que haver multa para que as pessoas tenham mais responsabilidade”, frisou João de Tarso.

Fonte: Departamento de Imprensa - Prefeitura do Município de Paranavaí






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